Geraldo Jr

18
jan

PASSAGEM MOLHADA DO BAIRRO “ALTO DE SANTA RITA” É CONCLUÍDA PELA PREFEITURA

A Passagem Molhada do bairro “Alto de Santa Rita” em Currais Novos, uma das obras incluídas no “Orçamento Participativo 2018”, foi concluída esta semana pela Prefeitura Municipal e deverá melhorar o tráfego de veículos e de moradores. O Prefeito Odon Jr, acompanhado do Secretário de Obras, Lucas Galvão, estiveram no bairro no fim da tarde desta quinta-feira, 17, para conversar com os representantes da Associação de Moradores, Tito e Léo, sobre os benefícios da obra. O vereador Ausônio também acompanhou a visita.

“A Passagem Molhada no Bairro Alto de Santa Rita garantirá um melhor acesso ao Conjunto Gilberto Lins, uma reivindicação antiga dos moradores e que foi proposta pela população para ser executada no Orçamento Participativo de 2018”, comentou o Prefeito Odon Jr. “Fico muito feliz de termos planejado no Orçamento Participativo essa obra e agora ela está executada servindo a população, e isso mostra o fortalecimento da cidadania e da democracia no nosso município”, disse Odon, que agradeceu à equipe da SEMOSU pela realização da obra.

18
jan

PREFEITURA INICIA CONSTRUÇÃO DE NOVO CANTEIRO NA RUA LULA GOMES PARA MELHORIA DO TRÂNSITO

O trecho inicial da Rua Lula Gomes em Currais Novos terá um novo canteiro para estacionamento com o intuito de amenizar os problemas no trânsito em horários de grande fluxo de veículos no centro da cidade. De acordo com o Secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SEMOSU), Lucas Galvão, o novo canteiro central da rua (entre o Cemitério Sant’Ana e a Padaria Renascer) terá vagas específicas para carros, como já existe entre a Maré Mansa e a Farmácia “Pague Menos”, e nas laterais serão construídas vagas para motos.

“Esta obra irá melhorar o trânsito e dar melhor comodidade para a população com a oferta de mais vagas de estacionamento”, comentou o Secretário. De acordo com Lucas Galvão, um espaço na Rua João Pessoa será delimitado para o estacionamento de motos.

18
jan

NOVOS DIRETORES E VICE-DIRETORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO FORAM EMPOSSADOS NESTA QUINTA, 17

Em solenidade na noite desta quinta-feira, 17, no Salão Nobre do Palácio “Raul Macedo”, sede da Prefeitura Municipal de Currais Novos, a Secretaria Municipal de Educação empossou os novos diretores e vice-diretores da rede municipal de ensino. O Prefeito Odon Jr, o Secretário Municipal de Educação, Cultura e Esportes, Jorian Pereira, o Diretor do SINTE Currais Novos, Professor Marinilzo, e os vereadores Bastião e Leilza, prestigiaram a solenidade.

A gestão democrática escolar é uma realidade em Currais Novos onde a comunidade escolar de cada unidade elege seus diretores e vices. “Desejo muita força e comprometimento aos novos gestores e me coloco a disposição para junto com a Secretaria de Educação somarmos esforços para o fortalecimento da educação pública municipal”, disse o Prefeito Odon Jr.

Foram empossados os seguintes diretores e vice-diretores:

  • Creche Municipal “Marilene Matias”: Diretora Maria de Lourdes Bezerra
  • Creche Municipal “Margarida Cunha”: Diretora Maria Lucinaide de Medeiros e Vice-Diretora Romeika de Oliveira Freire Xavier
  • Creche Municipal “O Mundo da Criança”: Diretora Lúcia de Fátima Silva e Vice-Diretora Maria Patrícia de Medeiros
  • Creche Municipal “Professor Salú”: Diretora Maria de Fátima Batista e Vice-Diretora Quéccia Bezerra de Araújo
  • Centro Municipal de Ensino Rural “Professora Rosângela da Silva” e Centro Infantil “Sementes da Liberdade”: Diretora Yelina Veronica dos Santos e Silva
  • Escola Municipal “Ausônio Araújo”: Diretor Paulo Eugênio da Costa e Vice-Diretora Vera Lúcia Targino
  • Escola Municipal “Cipriano Lopes Galvão” e Creche Municipal “Mariano Guimarães”: Diretor Maxwell Ferreira
  • Escola Municipal de “Nossa Senhora” e Creche Municipal “Maria Dalila”: Diretora Érika Tatiana Umbelina de Lima e Vice-Diretora Eliane Tavares Dias Oliveira
  • Escola Municipal “Francisco Leônis Gomes de Assis”: Diretora Fátima Maria Azevedo Bezerra da Silva e Vice-Diretora Angelúcia Pereira de Almeida
  • Escola Municipal “Gilson Firmino da Silva”: Diretora Maria Avaneide Xavier de Oliveira e Vice-Diretora Ana Paula Faustino Silva
  • Escola Municipal “Justino Dantas” e Creche Municipal “Davina Bezerra”: Diretor Joelmir Soares da Silva e Vice-Diretor Francisco Técio Matias
  • Escola Municipal “Presidente Castelo Branco”: Diretora Maria Elaine Pinheiro Galvão e Vice-Diretora Valéria Kelly de Medeiros Costa
  • Escola Municipal “Professor Francisco Rosa” e Creche Municipal “Criança Feliz”: Diretora Maria Olindina Dantas da Silva e Vice-Diretora Marineide Araújo da Silva
  • Escola Municipal “Professor Humberto Gama”: Diretora Francisca Ione Braga Silveira e Vice-Diretora Francisca Adriana da Silva
  • Escola Municipal “Professor Salustiano Medeiros” e Creche Municipal “Santa Maria Gorete”: Diretora Erivalda Bezerra Dantas de Souza e Vice-Diretora Voleide da Costa Andrade
  • Escola Municipal “Professora Socorro Amaral” e Creche Municipal “Infância Alegre”: Diretor Edmilson Pereira de Oliveira e Vice-Diretora Luzinete Maria de Araújo Silva
  • Escola Municipal “Professora Trindade Campelo”: Diretora Magna de Fátima da Silva e Vice-Diretora Aliêda Safira Macêdo de Medeiros
18
jan

SEM CRISE: PARTIDOS LEVARAM QUASE R$ 900 MILHÕES DE FUNDO PARTIDÁRIO E R$ 1,7 BILHÃO DE FUNDO ELEITORAL EM 2018

A crise nas contas públicas não afetou partidos políticos. Somados, os 35 partidos brasileiros embolsaram em 2018 mais de R$ 880 milhões só com o Fundo Partidário. Trio de legendas políticas que governou o país desde a redemocratização, PT, PSDB e MDB faturaram um terço do fundo que sustenta partidos: R$103 milhões, R$85 milhões e R$83 milhões, respectivamente. O PSL de Bolsonaro recebeu cerca de R$8 milhões. E os valores não contemplam R$1,7 bilhão do fundo eleitoral.

O fundo eleitoral de R$1,7 bilhão que banca campanhas soma-se a R$780 milhões do fundo partidário e mais de R$100 milhões de multas.

PCB, PCO, PMB, PRTB e PSTU não elegeram deputados suficientes e não terão dinheiro do fundo e nem tempo de TV gratuito.

Rede, Patri, PCdoB, PHS, PRP, PMN, PTC, PPL e DC têm deputados, mas, sem desempenho mínimo, precisam se unir para receber dinheiro.

Juntos, partidos barrados pela cláusula de desempenho receberam R$70,6 milhões. Mas o valor não deixa de ser gasto; será redistribuído.

Cláudio Humberto

18
jan

RECURSO DE FLÁVIO BOLSONARO PARA TRAVAR INVESTIGAÇÃO DESGASTA E COLOCA CRISE DENTRO DO GOVERNO DO PAI

O pedido feito pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a suspensão das investigações relativas a movimentações financeiras de seu ex-assessor Fabrício Queiroz causou mal-estar no Palácio do Planalto. Nos bastidores, auxiliares do presidente Jair Bolsonaro e ministros disseram que a estratégia usada por Flávio tem potencial para provocar mais desgaste ao novo governo.

Ao solicitar a suspensão das apurações, o filho de Bolsonaro alegou que o cargo de senador lhe confere foro especial no STF. Embora não tenha tomado posse – o que ocorrerá em 1.º de fevereiro –, Flávio já foi diplomado.

A argumentação contradiz discurso do presidente, que sempre disse ser contrário ao foro privilegiado. Além disso, houve incômodo no Planalto com o fato de Flávio sustentar que nada tinha a ver com essa situação e agora pedir para que as investigações envolvendo seu ex-assessor fossem suspensas.

Ao conceder a liminar, o ministro Luiz Fux, do STF, disse que deferia a solicitação do senador eleito “até que o relator da presente reclamação (Marco Aurélio Mello) se pronuncie quanto ao pedido de avocação do procedimento e de declaração de ilegalidade das provas que o instruíram”.

A estratégia usada por Flávio foi classificada por dois auxiliares de Bolsonaro como “um tiro no pé” porque pode contaminar o governo. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) considerou a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, incompatível com seu patrimônio.

Aliados de Bolsonaro afirmaram que Flávio não deveria ter recorrido ao STF porque, com a iniciativa, deu a entender que teme a investigação. Em nota, a assessoria do filho do presidente declarou que a solicitação foi feita tendo em vista “nulidades diversas, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador para fins de investigação criminal, sem autorização judicial”. Jair Bolsonaro não se manifestou ontem sobre o assunto.

Até agora, o núcleo político do governo tentava separar Bolsonaro de Queiroz. Mesmo assim, os militares sempre diziam que o ex-assessor deveria dar explicações o mais rápido possível para que não pairasse qualquer dúvida sobre o caso.

Em recente entrevista ao Estado, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, declarou que Queiroz precisava esclarecer os depósitos feitos na conta dele. “Acho que o problema é o Queiroz”, disse.

O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro, chegou a afirmar que as explicações dadas por Queiroz careciam de mais “consistência”.

Estadão Conteúdo

18
jan

VIAGEM DE PARLAMENTARES DO PSL À CHINA FOI ORGANIZADA POR ASSESSOR DE ALEXANDRE FROTA

A rumorosa viagem de parlamentares do PSL à China foi organizada por Vinicius Aquino, um assessor de Alexandre Frota. É de Aquino a proposta de instalar um projeto piloto de reconhecimento facial no Rio, em parceria com empresa daquele país.

As críticas do guru Olavo de Carvalho à comitiva –e a consequente reação de filhos e assessores de Bolsonaro nas redes– alarmaram parte dos deputados que topou a viagem e desconhecia a agenda de Aquino. Carla Zambelli (PSL-SP) nominalmente atacada, recolheu-se no hotel para fazer lives.

No grupo de deputados eleitos pelo PSL houve troca de farpas e questionamentos. Além dos que abertamente criticaram a viagem, houve quem perguntasse qual foi o critério seletivo para destacar os nomes que foram de graça à China.

Painel Folha SP

17
jan

PREFEITO ODON JR SE REUNIU COM A GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA E REFORÇOU AÇÕES PARA CURRAIS NOVOS

O Prefeito de Currais Novos, Odon Jr, esteve em Natal nesta quarta-feira, 16, onde se reuniu com a Governadora do RN, Fátima Bezerra, para reforçar demandas em prol de Currais Novos. O encontro também contou com a presença do Deputado Estadual Eleito Francisco Medeiros. “Desejei sucesso e sabedoria à nossa querida Governadora para ela enfrentar com equilíbrio todas as batalhas que virão. Agradeci também à Fátima pela emenda dela como Senadora onde estamos realizando a pavimentação de 14 ruas em Currais Novos, além de muitas outras emendas que ela destinou ao nosso município”, comentou o Prefeito.

Durante o encontro no Gabinete da Governadora, o Prefeito apresentou diversos pleitos em prol dos curraisnovenses e da região Seridó, como a necessidade de mais investimentos no setor hídrico, fortalecimento da regionalização da saúde com o Hospital de Currais Novos, ampliação da parceria do Estado com o Curso de Medicina Multicampi da UFRN/FACISA, assim como a criação de policlínicas regionais de serviços de saúde. “Na Segurança, eu e o Deputado Francisco falamos da necessidade de transformar em Batalhão a Companhia de Polícia Militar de Currais Novos, a Polícia Militar de Parelhas se transformar em Companhia Independente, e a de Lagoa Nova se tornar um Pelotão, ampliando assim a atuação na área da segurança na Região”, comentou.

17
jan

MORO QUER SEPARAR PRESOS MAIS PERIGOSOS DOS MENOS PERIGOSOS

O plano de Sergio Moro é separar os presos mais perigosos dos presos menos perigosos.

Para fazer isso, segundo o Valor, ele estuda criar um cadastro nacional que permita classificar os detentos pelo grau de periculosidade.

“O objetivo é enfraquecer as facções criminosas que comandam presídios brasileiros, uma vez que a separação dos presos dificultaria o aliciamento dos que cometeram crimes de menor gravidade.”

O ANTAGONISTA

17
jan

BRASIL ARTICULA TRANSIÇÃO NA VENEZUELA COM OPOSIÇÃO A MADURO

Três importantes líderes da oposição venezuelana no exílio desembarcaram na noite desta quarta-feira em Brasília para articular com o governo brasileiro a transição na Venezuela, cujo presidente, Nicolás Maduro, não teve a posse em seu novo mandato, na semana passada, reconhecida por mais de 40 países, entre eles o Brasil. O ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, o ex-presidente da Assembleia Nacional (AN) Julio Borges, e o número dois do partido Vontade Popular (VP), Carlos Vecchio, se encontrarão hoje com o chanceler Ernesto Araújo. O time opositor será reforçado pelo presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) no exílio, Miguel Ángel Martín, que chega nesta quinta-feira a Brasília, onde também será recebido por Araújo.

APOIO A PRESIDENTE DA AN

A chegada dos opositores a Maduro ocorreu no mesmo dia em que os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e da Argentina, Mauricio Macri, tiveram seu primeiro encontro, em Brasília, e reforçaram a necessidade de redobrar esforços — junto com sócios importantes no continente como Chile, Peru e Colômbia — na busca de um governo legítimo para os venezuelanos. Os quatro opositores vivem no exílio e representam uma facção da oposição que frequentemente discorda da que ficou no país.

A crise na Venezuela ocupou um espaço central na agenda de Macri e Bolsonaro. Ambos os chefes de Estado analisaram vários cenários diplomáticos, políticos e até mesmo militares, disse ao GLOBO uma fonte que acompanhou de perto as conversas. Um dos cenários possíveis seria o eventual reconhecimento de um “presidente encarregado” que poderia ser designado pelo TSJ no exílio. Neste caso, o nome cotado para ocupar o vazio de poder já declarado pela corte é Juan Guaidó, recentemente designado presidente da AN e alvo de intensas perseguições e ameaças por parte do regime de Maduro.

A AN, controlada pela oposição desde 2015, teve seus poderes retirados pelo chavismo. Dias atrás, ela declarou Maduro “usurpador” por, segundo acusações, ter sido reeleito em maio de 2018 por meio de fraude, numa eleição boicotada pela oposição.

— A Venezuela precisa de uma liderança legítima, ambos os presidentes concordaram com isso — frisou a fonte.

O Globo

17
jan

GOVERNO BOLSONARO QUER RESTRINGIR ACÚMULO DE PENSÃO COM APOSENTADORIA

A proposta de reforma da Previdência da equipe econômica de Paulo Guedes quer impor um limite para o acúmulo de aposentadoria e pensão, segundo apurou o Estadão/Broadcast com fontes que acompanham a elaboração do texto. Um terço dos pensionistas (ou 2,4 milhões de pessoas) acumula o benefício com a aposentadoria. O custo é de R$ 64 bilhões por ano.

A ideia que está em estudo e deve ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro é criar um mecanismo redutor desses benefícios quanto maior for o valor da soma da aposentadoria e da pensão. Hoje não há nenhum tipo de restrição, o que tem agravado o déficit nas contas da Previdência. A previsão é que o rombo do INSS chegue a R$ 218 bilhões em 2019.

A medida entraria em vigor com a promulgação da reforma da Previdência e não deve afetar os benefícios já em vigor para evitar uma judicialização do tema.

Há casos já identificados de uma única pessoa que recebe seis benefícios ao mesmo tempo. Todos eles dentro da lei. O Brasil é o único país do mundo que ainda permite acumular vários benefícios, inclusive pensões. Na proposta do ex-presidente Michel Temer, o acúmulo de aposentadoria e pensões estaria limitado a dois salários mínimos (R$ 1.996).

Como mostrou o Estadão/Broadcast na quarta-feira, 16, a proposta também deve incluir o fim do pagamento integral de pensão por morte. A ideia é que as regras no Brasil se aproximem das de países europeus, onde o valor do benefício é dividido em cotas e leva em conta o número de dependentes deixados pelo segurado falecido. Uma possibilidade, de acordo com uma fonte, é manter o benefício integral apenas para viúvas com três ou mais filhos menores.

As pensões por morte respondem por cerca de 25% dos gastos do INSS com benefícios. Em novembro de 2018, elas custaram R$ 14 bilhões num total de R$ 59,4 bilhões em benefícios.

O limite para acúmulo de pensão e aposentadoria é uma das medidas com potencial de gerar economia para os cofres públicos no curto prazo, segundo técnicos do governo. Isso traria um alívio mais imediato que as demais mudanças nas regras da Previdência, cujo impacto é de mais longo prazo.

O texto em estudo mescla mecanismos sugeridos por diferentes autores. Uma possibilidade é seguir a linha da proposta feita pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga com o economista Paulo Tafner, que foi formulada com a ajuda do atual secretário adjunto de Previdência, Leonardo Rolim.

Essa proposta prevê que o pagamento dos benefícios será integral até um salário mínimo. Se a soma dos benefícios ficar acima do mínimo e chegar a até três mínimos, o corte seria de 20%. Entre três e cinco salários mínimos, corte de 40%. No intervalo entre cinco e oito mínimos, somente a metade da soma seria paga. Para quem ganha mais de oito salários mínimos, a tesourada chegaria a 60%.

Dados de 2014, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) compilados pelo governo mostram que 720 mil ou 30% dos beneficiários que acumulavam pensão e aposentadoria recebiam um valor acima de dois salários mínimos, a um custo total de R$ 32,7 bilhões. Enquanto isso, os benefícios até dois salários mínimos custaram naquele ano R$ 31,36 bilhões.

“Está crescendo o número de pessoas que acumulam pensão e aposentadoria. E no caso de pessoas jovens, há exemplos de quem acumula pensão, aposentadoria e renda do trabalho. É um absurdo. Não são as pessoas, as regras que estão erradas. Então nós precisamos arrumar as regras”, afirma o economista Paulo Tafner.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, disse na quarta-feira que a estratégia do governo é enviar a proposta de reforma da Previdência logo no início do mandato do presidente Jair Bolsonaro para elevar as chances de aprovação.

Estadão Conteúdo

17
jan

RN ENTRE ELES: SEIS ESTADOS TENTAM ENTRAR NO REGIME DE RECUPERAÇÃO FISCAL PARA SANAR A CRISE

A equipe econômica já trabalha em formas de ajudar os novos governadores a tirarem seus estados do vermelho. Ao menos seis estados (Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e Mato Grosso) têm mantido conversas com o Tesouro Nacional sobre a possibilidade de ingressar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) – pelo qual podem ficar até seis anos sem pagar suas dívidas com a União e receber aval para empréstimos em troca da adoção de medidas de ajuste fiscal.

O problema é que nem todos atingiram as condições mínimas para ingressar no RRF. Alguns governadores já falam abertamente, porém, na possibilidade de mudar o regime para permitir que seus estados se enquadrem.

Segundo técnicos da área econômica, embora estejam em crise, os estados teriam que estar com indicadores muito piores para poder atingir as condições para enquadramento. É preciso, por exemplo, que as despesas com pessoal, juros e amortizações sejam iguais ou maiores que 70% da receita corrente líquida (recursos disponíveis) e que as obrigações sejam maiores que a disponibilidade de caixa. Até agora, apenas o Rio de Janeiro — de longe o estado em piores condições — conseguiu entrar no RRF.

— Vários estados ainda estão apurando com a nossa ajuda o tamanho real do problema fiscal. Qual o tamanho do déficit orçamentário e o total de despesas atrasadas que ainda não estão em restos a pagar? Vários não têm essas contas — explicou um técnico do governo.

Além de enviar equipes do Tesouro in loco para esmiuçar as contas regionais em situação mais grave (Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul), o Ministério da Economia tem recomendado a adoção de medidas como aumentos de impostos e privatização de estatais para reequilibrar as finanças. As sugestões foram incluídas num guia para governadores publicado nesta quarta-feira.

O Globo

17
jan

EQUIPE ECONÔMICA QUER QUE EX-GOVERNADORES RESPONDAM POR ROMBOS NOS ESTADOS

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que o governo federal capitaneará um processo para responsabilizar osex-governadores e Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) pela quebradeira generalizada nos estados. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria dito que a intenção é fechar um acordo com os novos governadores para que uma investigação seja iniciada.

De acordo com Barbalho, há uma clara compreensão do governo federal de que os novos gestores estão comprometidos com o ajuste das contas dos estados e não podem ser punidos ou terem os mandatos inviabilizados pela má conduta dos antecessores. Ele disse que o Tesouro Nacional pedirá aos TCEs um levantamento de alertas feitos e ignorados pelos antigos governadores. O governo federal também quer que os novos governadores levantem possíveis omissões de técnicos das cortes estaduais de contas que legitimaram gestões que não foram responsáveis no campo fiscal.

— Há uma busca de movimento para tentar responsabilizar os antecessores. O Tesouro Nacional deve convocar os Tribunais de Contas dos Estados já para os próximos dias — falou o governador.

Ele explicou, ao sair do encontro com o ministro, que o assunto deve ser tratado no Fórum dos governadores marcado para o início de fevereiro. Os eleitos discutirão como responsabilizar e punir tanto os governadores anteriores, investigar a eventual cumplicidade dos tribunais e como encaminhar as investigações. Ele admitiu, entretanto, que todo esse processo passa pelos próprios tribunais de contas e dos estados. Ressaltou que mesmo assim pode haver punição.

— Todos são servidores públicos. E se você atesta uma conta e isso não retrata a realidade, você está sendo cúmplice e coautor de qualquer equívoco. Seja contábil, seja administrativo.

Barbalho lembrou que essa é uma realidade de vários estados. O Pará, por exemplo, deve ter a nota rebaixada pelo Tesouro Nacional em maio e será impedido de pegar financiamentos. Segundo ele, não há o que fazer para evitar a queda da classificação. O estado teve um déficit fiscal de R$ 1,54 bilhão em 2018.

O Globo

17
jan

MILITARES INTENSIFICAM LOBBY PARA FICAR FORA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Após escalar sete ministros com vínculos militares para o seu primeiro escalão, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta um lobby da caserna contra o que é considerada a principal medida do governo: a reforma da Previdência.

O grupo egresso das Forças Armadas trava uma forma de ficar de fora da proposta que deve ser apresentada em fevereiro ao Congresso Nacional e é vista como o pontapé inicial para arrumar as
contas públicas.

Escalado pelos militares para negociar o assunto, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, tentará um encontro com a equipe econômica do governo nas próximas semanas, antes da conclusão do projeto.

Ele terá como barreira o time liberal de ministro da Economia, Paulo Guedes, que quer uma reforma ampla e que inclua as Forças Armadas.

Entre as medidas que podem afetar seus integrantes estão em estudo o aumento do tempo de serviço mínimo, de 30 para 35 anos, e o recolhimento da contribuição de 11% sobre as pensões das viúvas dos militares.

Integrantes das Forças Armadas contestam a eficácia dessas medidas do ponto de vista de arrecadação e de corte de despesas.

Não há ainda previsão de impacto fiscal caso essas mudanças sejam encaminhadas ao Congresso e aprovadas.

Em conversa com a Folha, o comandante do Exército, Edson Pujol, se posicionou contra qualquer uma dessas propostas. “Você aceitaria a retirada de algum direito?”, questiona.

Pujol afirma que, por causa das particularidades da carreira, os militares deveriam ser poupados da reforma.

A equipe política, liderada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defende no geral uma versão mais branda e está mais aberta à exclusão dos militares do texto. Assessores palacianos dizem que caberá a Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, arbitrar.

Além de ter um terço de seus ministros egresso das Forças Armadas, o presidente escalou nesta semana um general como seu porta-voz, o então chefe da Comunicação do Exército, Otávio Rêgo Barros.

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, tem se mostrado mais flexível em relação às propostas de aumento do tempo de serviço e taxação das pensões das viúvas.

Porém, integrantes das Forças Armadas contrários às medidas estão até mesmo incomodados com técnicos do governo, que, segundo eles, não entendem as especificidades do sistema para militares.

Azevedo e Silva, Pujol e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica estão alinhados no discurso de que não existe Previdência para militares, mas sim proteção social.

O argumento de que eles não se aposentam, mas entram na reserva, ecoa desde a troca de comando das Forças Armadas. Eles dizem ainda que não têm direito a férias nem a horas extras.

Na terça-feira (15), o ministro da Defesa reiterou que os militares perderam direitos em 2001, na reforma promovida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando houve mudanças como o fim de pensões vitalícias para filhas de militares.

Ele afirmou que aceita discutir a reforma da Previdência com o governo, mas “respeitando as peculiaridades da profissão militar”.

Nos estudos para o projeto, a equipe econômica gostaria de incluir os militares como forma de mostrar para a sociedade que todos os setores irão contribuir para o ajuste fiscal. As contas da Previdência Social devem fechar 2019 com um déficit bilionário.

Para o sistema dos militares, o rombo deve ser de R$ 43,3 bilhões. No caso dos servidores públicos federais, de R$ 44,3 bilhões. O déficit considerando o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) é estimado em R$ 218 bilhões.

Os valores, contudo, devem ser analisados de acordo com a quantidade de beneficiários.

O INSS atende a 27,7 milhões de pessoas, enquanto o déficit da Previdência dos servidores se refere a 737 mil beneficiários e o rombo dos militares está ligado a 381 mil inativos e pensionistas. Os dados são de 2017, último balanço divulgado pelo governo.

Como parte das negociações para a reforma, o secretário da Previdência, Rogério Marinho, se encontrou na semana passada com o vice-presidente Mourão e com o ministro da secretaria de Governo, general Santos Cruz.

Na reforma da Previdência encaminhada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), os militares não foram incluídos. Coube ao ex-ministro Raul Jungmann tentar costurar um acordo com as Forças Armadas para posterior envio de proposta de mudanças nas regras de aposentadoria.

Elevar o tempo mínimo de serviço e taxar as pensões das viúvas precisam apenas da aprovação de um projeto de lei no Congresso, que exige menos votos que uma mudança na Constituição —caso de uma idade mínima para aposentadoria no INSS.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) enviada pelo governo Temer é relatada pelo deputado Arthur Maia (DEM-BA). A equipe econômica de Bolsonaro quer aproveitar a tramitação do texto para acelerar a votação no Congresso.

“A PEC não prevê mudanças para as Forças Armadas, o Corpo de Bombeiros e policiais militares. Isso seria tratado futuramente, pois possuem sistema previdenciário diferente”, explicou Maia, que ainda não foi procurado  pelo Palácio do Planalto para articular a retomada da reforma na Câmara.

O Ministério da Economia e a Casa Civil querem apresentar a Bolsonaro uma ideia de proposta de reforma da Previdência até domingo (20), quando ele embarca para Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

O texto deve ser encaminhado ao Congresso no começo de fevereiro.

FOLHAPRESS

17
jan

MESMO COM GOLEADA O VISÃO CELESTE SE DESPEDI DA COPINHA COMO A MELHOR APRESENTAÇÃO DO RN

O Visão Celeste, único time de fora do Sul e Sudeste que chegou nas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Junior foi eliminado.  Nessa quarta-feira (16), na Arena Barueri, o time foi goleado para o Corinthians-SP por 8 a 0.

Os gols foram marcados por Fabricio Oya, Nathan (2x), Igor, Rafinha, Gustavo Mantuan e João Celeri (2x). Com a vitória — maior goleada da atual edição da Copinha — o time paulista também segue invicto na competição de base.

O Corinthians agora terá o Grêmio (RS) pela frente, nas quartas de final da Copinha. A partida será na sexta-feira (18), 21h30, novamente na Arena Barueri.

O Visão Celeste foi o primeiro norte-rio-grandense a disputar oitavas de final da Copinha.

PORTAL NO AR

15
jan

POLÊMICA COM DIRETORA DA FUNAI DEIXA SÉRGIO MORO SEM PRESTÍGIO NO GOVERNO

Programa de índio no governo Bolsonaro.

O ministro Sérgio Moro, que lá atrás, quando aceitou assumir um super-ministério, deixou claro que não admitiria atos de corrupção em qualquer que fosse o ministério, e o presidente Jair Bolsonaro assinou embaixo a exigência, se vê às voltas com sua declaração…e a realidade do Governo.

Moro determinou a exoneração da diretora de Proteção Territorial da Funai, Azelene Inácio.

A Funai não está no organograma do ministério de Moro, e sim do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da polêmica pastora Damares Alves.

Mas…

Moro entrou no Governo anunciando que não admitiria corrupção, e Azelene é investigada pelo Ministério Público por conflito de interesse por parte dela.

Azelene Inácio disse que não foi exonerada, que continua dando expediente normalmente na Funai e que se sente perseguida.

Em entrevista, disse se sente “dentro do governo do PT”, e não no governo Bolsonaro…

Por enquanto, 1 a zero para Azelene.

Thaisa Galvão

15
jan

EM APENAS DOIS ANEXOS DA DELAÇÃO, SUPOSTAS PROPINAS COBRADAS POR RICARDO MOTTA A EMPRESÁRIO SOMAM R$ 680 MIL

No fim de semana, o Blog do BG teve acesso às colaborações premiadas 14 e 15 de Gutson Reinaldo, que tem delatado um suposto esquema de desvio de dinheiro instalado dentro do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) investigados pelo Ministério Público. A soma das propinas cobradas chega a R$ 480 mil. Vale lembrar que a delação toda conta com 24 anexos.

Os dois casos, segundo Gutson, aconteceram em 2013 e sempre tinham a participação ativa do então presidente do Instituto Jamir Fernandes, cunhado e indicado do deputado estadual Ricardo Motta, e sempre em um escritório de advogacia em Natal na avenida Jaguarari em Natal.

Os valores cobrados

No primeiro deles, o parlamentar teria cobrado uma propina no valor de R$ 350 mil para liberação de uma licença ambiental para um empreendimento em Parnamirim. Só que, após negociações, o valor final pago foi de R$ 250 mil e ainda a empresa responsável pelo empreendimento ficou obrigada a contratar um serviço de canalização de águas indicado pelo parlamentar. O valor foi, segundo o delator, foi pago e a licença emitida.

No segundo dos casos, o valor foi de R$ 80 mil para liberação da licença de um empreendimento em Tibau, nas proximidades com o município de Grossos. Esse valor, ainda segundo o delator, foi pago em duas parcelas de R$ 40 mil, sendo uma antecipada e outra após a concessão da licença. Novamente, nesse caso, o documento foi emitido.

Gutson Reinaldo ainda cita um ganho de R$ 200 mil por parte do Deputado Ricardo Mota na viabilização de uma obra de canalização de água no empreendimento.

A novidade desses anexos da delação de Gutson são as menções da empresa que estavam por trás dos empreendimentos como pagadoras de propinas, a Phoenix Empreendimentos, que vem a pertencer a um dos empresários mais conhecidos e respeitados no seguimento de carcinicultura do RN, Werner Jost, sócio majoritário da maior produtora de camarão do RN, a Camanor.

O que diz a defesa

“Por desconhecer os fatos, igualmente não sabendo em que contexto houve citação de nomes, a defesa se limita a afirmar que a acusação é fantasiosa, conforme será comprovado, pois todo o assunto é baseado no delírio mentiroso de um delator, cuja falta de percepção da verdade está atestada em laudos psiquiátricos constante nos autos.

Thiago Cortez
Advogado”

15
jan

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: GOVERNO ESTUDA TRANSIÇÃO EM 15 ANOS E CAPITALIZAÇÃO

A equipe econômica estuda propor, na reforma da Previdência, que a transição para a idade mínima de aposentadoria ocorra em 15 anos. A ideia seria uma solução intermediária entre as que estão à disposição do governo. Seria mais curta e mais dura que a do texto enviado durante o governo Michel Temer ao Congresso, que previa transição em 20 anos, e mais suave que a proposta de fazer a mudança em apenas dez anos, que também é avaliada. A medida geraria economia extra de R$ 120 bilhões em relação ao projeto que está na Câmara — ao todo, a reforma de Temer prevê um alívio de cerca de R$ 500 bilhões em dez anos.

Outra possibilidade em análise, de acordo com um interlocutor da equipe econômica, é que, ao fim dessa transição de 15 anos, a idade mínima seja menor do que a prevista na proposta que está no Congresso, de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Poderia ser de 62 anos para homens e 57 anos para mulheres, por exemplo, conforme citado pelo presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao SBT no início do mês.

– Criar a idade mínima é muito mais importante do que o nível da idade definida – disse esta fonte.

A discussão sobre o tempo de transição foi um dos temas de uma reunião realizada no Rio, na última sexta-feira, entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário da Previdência, Rogério Marinho, e assessores econômicos. O tempo de transição é o que define quando a idade mínima estipulada será de fato aplicada. Por exemplo, na transição em 20 anos de Temer, só seria necessário ter 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) exigidos pela proposta em 2038.

Antes disso, seria possível se aposentar mais cedo, em uma idade calculada a partir de uma tabela de transição. Quanto menor o tempo de transição, mais dura é a reforma.

Exigência muito alta

A avaliação de especialistas que participaram da reunião de sexta é que um tempo de transição muito curto pode ser de difícil implantação, porque exigiria que o começo da transição já partisse de uma idade muito alta, prejudicando quem está próximo de se aposentar por tempo de contribuição.

A economia extra de R$ 120 bilhões é menos da metade da que está prevista com uma transição mais rápida, de dez anos, estimada em R$ 275 bilhões.

O tempo de transição mais curto faz parte da proposta apresentada pelos economistas Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Paulo Tafner, especialista em Previdência. No projeto, apresentado à equipe de Guedes logo após as eleições, a idade mínima começaria em 55 anos para homens e 53 anos para mulheres, chegando a 65 anos para ambos em 12 anos.

A reunião também tratou da migração para o regime de capitalização, que deve fazer parte da proposta de reforma do novo governo. Nesse sistema, que será voltado só para as futuras gerações, parte das contribuições à Previdência irá para uma conta individual do trabalhador, que ajudará a bancar seus benefícios no futuro. Hoje, ele só contribui para o regime de repartição, que é um bolo que financia as aposentadorias de todos.

FGTS na capitalização

A ideia para a capitalização em análise é permitir que parte do dinheiro do FGTS possa ser transferido para essa conta individual, para engordar a poupança da aposentadoria. A avaliação, no entanto, é que a medida pode enfrentar resistência, já que os recursos do Fundo são usados para financiar várias atividades, como o crédito imobiliário.

A expectativa é que a proposta de reforma da Previdência seja apresentada ao presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana. A ideia da equipe econômica é que o governo já consiga apresentar as linhas gerais do projeto durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que ocorre semana que vem.

A leitura de integrantes da equipe econômica é que o público do fórum — na maioria investidores — deve cobrar propostas concretas. O destino da reforma da Previdência é relevante para agentes do mercado financeiro, porque está diretamente relacionado à saúde das contas públicas do país.

Com um sistema desequilibrado, aumenta o risco de o governo ter dificuldades para honrar o pagamento de títulos da dívida. Só neste ano, o déficit da Previdência deve chegar a R$ 218 bilhões, equivalente a 2,9% do PIB. Se nada mudar, esse percentual deve saltar para 11,4% do PIB em 2060, segundo projeções da equipe econômica.

Uma outra opção em estudo no governo para custear a transição na Previdência de um regime de repartição — no qual trabalhadores da ativa arcam com o benefício de quem já se aposentou — para um regime de capitalização (no qual cada um contribui para sua própria aposentadoria) é criar um fundo com recursos decorrentes da privatização de empresas estatais e com ativos da União. Na semana passada, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, chegou a dizer que a mudança dos regimes precisaria ter um fundo de recursos para bancar a transição:

– Para que ela (capitalização) seja colocada em pé, é necessário que haja um fundo de transição. Isso está sendo trabalhado também.

O desafio do governo, no entanto, é colocar em prática um programa de privatizações que arrecade recursos suficientes para essa função, uma vez que o ministro da Economia, Paulo Guedes, também quer que os recursos decorrentes da venda de estatais sejam usados para reduzir o estoque da dívida pública.

O GLOBO

15
jan

APÓS TER EXONERAÇÃO PEDIDA POR MORO, DIRETORA DA FUNAI DIZ QUE SEGUE “TRABALHANDO NORMALMENTE” E SE SENTE “DENTRO DO GOVERNO DO PT”

A determinação de exoneração de um diretor num órgão do governo voltou a provocar confusão na gestão Bolsonaro , com novos desencontros entre ministros e resistência do suposto exonerado em deixar o cargo. Desta vez, o imbróglio ocorre na Fundação Nacional do Índio (Funai) e envolve os ministros da Justiça, Sergio Moro , e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Moro determinou a exoneração da diretora de Proteção Territorial da Funai,Azelene Inácio, mesmo com a transferência do órgão da Justiça para o ministério de Damares. Em entrevista ao GLOBO no começo da tarde desta segunda-feira, Azelene disse que não foi exonerada; que continua dando expediente normalmente na Funai; e que se sente “dentro do governo do PT”, e não no governo Bolsonaro, diante do que ela chama de “perseguição”.

— Eu acho que o ministro Moro está sendo induzido ao erro — afirmou Azelene.

No começo da semana passada, Moro encaminhou à Casa Civil a determinação de exoneração de Azelene do cargo de diretora de Proteção Territorial da Funai, o que não ocorreu até a tarde desta segunda. A reformulação do governo Bolsonaro retirou a Funai da aba do Ministério da Justiça. O órgão está subordinado agora ao Ministério dos Direitos Humanos. Mesmo assim, a exoneração partiu de Moro. O imbróglio foi revelado pelo blog da jornalista Andréia Sadi no portal G1.

Segundo a assessoria do ministro, a saída da Funai não ocorre “da noite para o dia” e o encaminhamento da exoneração pelo ministro da Justiça foi uma “questão meramente administrativa”, uma vez que Damares ainda não poderia fazê-lo do ponto de vista burocrático. Moro apenas atendeu a um pedido do ministério de Damares, segundo sua assessoria. Já a assessoria do Ministério dos Direitos Humanos diz que a exoneração foi uma “articulação entre os dois ministérios”, quando decidiu-se pela troca de toda a diretoria da Funai.

Azelene, que segue diretora de Proteção Territorial e dando expediente na Funai, dá outra versão para o imbróglio, o que mostra a confusão no governo. Ela disse ter sido chamada por Damares às 18h do último dia 8, terça-feira, ocasião em que a ministra afirmou estar “espantada” com a determinação de exoneração encaminhada por Moro. Azelene disse ter ouvido o seguinte de Damares:

– Não estou entendendo por que Sergio Moro fez esse encaminhamento. Estou espantada, pasma. Fique tranquila, eu vou reverter isso, até porque nenhuma mulher indígena chegou a esse posto até hoje.

Uma mensagem por celular, com esse mesmo teor, teria sido encaminhada por Damares a Azelene no fim da semana passada, segundo a diretora da Funai. Por meio da assessoria, a ministra negou que tenha garantido a permanência de Azelene no cargo.

– Estou trabalhando normalmente. A exoneração não foi publicada. Continuo dando expediente como diretora e fazendo a transição para o Ministério da Agricultura, porque demarcação de terra indígena foi transferida para lá – afirmou a diretora.

O caso lembra a confusão protagonizada na semana passada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ele decidiu demitir Alecxandro Carreiro do cargo de presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), uma semana depois de ser nomeado. O diretor, que é dos quadros do PSL, partido do presidente, recusou-se a sair e seguiu dando expediente na agência. Bolsonaro acabou confirmando a demissão de Alecxandro , que havia virado presidente da Apex sem falar inglês, por exemplo.

Já o pano de fundo da exoneração de Azelene seria uma investigação sobre conflito de interesses envolvendo a diretora da Funai. Conforme a diretora, um processo administrativo disciplinar (PAD) foi instaurado em 2008 para apurar se ela estimulou índios a venderem suas terras. A diretora disse que foi inocentada no PAD e que já houve prescrição, conforme previsto na lei do servidor público da União. O Ministério Público Federal (MPF) deu início a um procedimento para apurar a história, e um ofício da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, questionou a presidência da Funai se Azelene poderia ser diretora diante do suposto conflito de interesse, de acordo com a própria diretora.

– Eles (Ministério da Justiça) nunca me procuraram, não fui chamada a me defender no suposto processo. O ministro Sergio Moro não me ouviu. É uma perseguição por eu ser indígena, um ato racista, discriminatório por parte do MPF. Parece que estou dentro do governo do PT. Essas mesmas coisas acontecendo no governo Bolsonaro… Acho que o ministro Moro está sendo induzido ao erro. Ele, como juiz, deveria conhecer a lei 8.112 (do servidor público da União), sobre a prescrição em cinco anos – disse a diretora da Funai.

O Ministério dos Direitos Humanos, a quem está vinculada a Funai, informou por meio da assessoria de imprensa que Azelene será demitida pelo próximo presidente do órgão, general Franklimberg de Freitas. Segundo a pasta, haverá uma mudança geral da diretoria.

O GLOBO

15
jan

MILITARES RESPONDEM POR CERCA DE 30% DO DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO NOS ESTADOS E MAIS DE 50% DO ORÇAMENTO DA DEFESA NACIONAL É PARA PREVIDÊNCIA

Nas Forças Armadas e nas forças militares em geral, o bordão “missão dada é missão cumprida” traz bem mais do que o respeito à hierarquia. Remete também à responsabilidade, à eficácia e ao senso de entrega que emana de uma formação baseada na ordem e na disciplina. Há orgulho no cumprimento da missão, mesmo que a elevados custos pessoais, inclusive o maior deles: a vida. Não há como negar, trata-se de uma profissão diferente que deve, portanto, ser tratada de forma distinta. Mas diferente não pode ser sinônimo de intocável, muito menos de garantia de privilégios injustificáveis.

O déficit dos militares é o que mais cresce dentro do nosso grande déficit previdenciário que hoje pressiona as contas públicas e consome recursos que deveriam ajudar a aliviar as nossas mazelas sociais. Foram R$ 36 bilhões em 2017 e, estima-se, mais de R$ 40 bilhões em 2018. A despesa previdenciária anual total com os militares ultrapassa os R$ 42 bilhões. Isso equivale a mais de 50% do orçamento da Defesa Nacional, limitando os necessários e urgentes investimentos em tecnologia da informação, inteligência artificial, dados, e também restringindo o realinhamento da remuneração dos militares ativos.

Como todo o nosso problema previdenciário, aqui também a questão vai além das contas públicas e resvala nos princípios de justiça social. Para um país em que a maior parte da população ganha um salário mínimo ao se aposentar – e depende de um Estado que gasta com a Previdência mais do que gasta com educação, saúde e segurança juntos, não há porque não rever regras que geram benefícios que superam em 10 vezes esse valor, sem o devido equilíbrio nas contribuições.

Muito além do déficit crescente, há ali critérios que fazem multiplicar o problema. Atualmente, mais da metade dos militares se aposenta antes dos 50 anos de idade. Além disso, fazem jus e acumulam pensões com base em regras indefensáveis nos dias de hoje. Não fossem esses argumentos suficientes, há ainda um outro: as regras dos militares vinculam o regime especial de Previdência das policiais e bombeiros militares nos Estados, outra grande fonte de desequilíbrio fiscal dos entes subnacionais.

O problema do déficit da Previdência nos Estados não é diferente do da União – senão mais grave. Ao analisarmos as regras locais, em particular a dos militares, percebe-se que também aqui o desequilíbrio é grande e os privilégios estão extrapolados. A aposentadoria, além de precoce, gera distorções tão graves como a do Rio de Janeiro onde, para cada coronel ativo da Polícia Militar e dos bombeiros, tem-se 5 aposentados de igual patente. Em números de 2016, eram 230 coronéis na ativa e 1.045 aposentados que recebiam o equivalente a 11% do gasto previdenciário de todo o Estado com militares inativos.

Além disso, a prática recorrente de se conceder aposentadorias equivalentes não à patente corrente, mas sim à patente diretamente superior à do militar que se aposenta, gera um ônus adicional. Descola-se ainda mais o benefício recebido das contribuições feitas ao longo da vida. Não é coincidência, portanto, que é a categoria militar a que responde por cerca de 30% do déficit previdenciário nos Estados, conforme mostra o trabalho que Paulo Tafner e Arminio Fraga publicaram recentemente.

Mas estamos às vésperas de conhecer a proposta de reforma do novo governo. Governo que, por meio do voto, o mais poderoso instrumento de legitimidade, recebe a missão de melhorar o Brasil. Missão essa que exige que ele seja capaz de reduzir as enormes injustiças sociais que assolam nosso País e que hoje alijam de oportunidades a grande maioria da população.

Manter o atual regime previdenciário significa, muito além do que quebrar o Brasil, reforçar a condição de pobreza de milhares de brasileiros que dependem do Estado. E isso vale, em particular, para o regime previdenciário dos militares e das forças militares estaduais. O governo recém-eleito, com tantos militares tão bem preparados nos mais altos escalões, é o que poderá, muito mais do que qualquer outro, se valer do seu bordão para cumprir a missão que lhe foi dada pelo povo brasileiro.

  • Ana Carla Abrão é ECONOMISTA E SÓCIA DA CONSULTORIA OLIVER WYMAN
14
jan

PERSONAL TRAINER NO RIO, FILHA DE QUEIROZ TINHA PRESENÇA ATESTADA EM GABINETE DE BOLSONARO

O gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados atestou, durante quase dois anos, que a ex-assessora parlamentar Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, cumpria 40 horas semanais durante o período em que trabalhou para o então deputado federal.

A confirmação foi obtida pela rádio CBN por meio da Lei de Acesso à Informação.

Na época em que era lotada no gabinete de Bolsonaro em Brasília, Nathália atuava como personal trainer no Rio de Janeiro em horário comercial. O Congresso em Foco lembra que ela apagou sua conta no Instagram, onde postava fotos e vídeos com seus alunos – entre eles atrizes famosas – em praias e academias.

De acordo com os registros da Câmara obtidos pela CBN, a filha de Queiroz não teve nenhuma falta sem justificativa e não tirou nenhuma licença durante os quase dois anos em que trabalhou no gabinete de Bolsonaro. As presenças foram atestadas mensalmente pelo gabinete do então deputado.

O Antagonista

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